| Praça da Matriz |
Quem procurar informações de Alcântara as terá como: cidade
histórica, Patrimônio Nacional, terra de muitas histórias e muita cultura.
Mas é estando aqui que realmente se percebe Alcântara!
Alcântara tem as ruínas do Palácio do Imperador I e II que
foram construídas para hospedar D. Pedro II, visita esta que não aconteceu.
Tem a Igreja Nossa Senhora do Carmo, conhecida como igreja
branca, pois era freqüentada apenas pelos brancos.
A Igreja freqüentada pelos negros era a Igreja Nossa Senhora
do Rosário dos Pretos, construção de 1759, que hoje preserva em seu interior
partes originais do altar mor, além das três imagens de São Benedito. Quando
ocorre a festa em homenagem ao Santo todo mês de Agosto, a imagem menor sai
para visitar as casas da população, a imagem que está vestida com um belíssimo
manto é quem participa da procissão. Mas se alguém quiser ir à Igreja para
agradecer suas graças ou pedir novas, poderá ir tranquilamente, pois lá está
outra imagem para recebê-los e ouvir seus pedidos e agradecimentos.
As ruínas da Igreja de São Matias são monumentais! Olhando o
que restou do edifício pode-se voltar no tempo e imaginar como teria sido
freqüentá-la.
E bem em frente às ruínas, o pelourinho. Um dos símbolos da
escravidão antes da sua abolição, a qual também pode levar a quem o olha a um
remoto tempo onde as coisas eram bem diferentes da atualidade.
O Museu Casa Histórica de Alcântara registra alguns costumes
e hábitos do século XVIII e início do século XX, e mantém ainda o mobiliário da
época. Móveis de madeira de jacarandá e pau Brasil, e louças de porcelana
relembram o requinte deste tempo.
E ao lado, o Museu Histórico, prédio construído no início do século
XIX também abriga mobiliários da época. Andar por estes prédios é fazer uma
viagem no tempo e imaginar em seus interiores os barões e baronesas.
A Rua da Amargura leva este nome, pois segundo a história,
dali as mães viam seus filhos partirem em direção a Lisboa para estudarem, e
acenando o adeus, lágrimas rolavam em suas faces. Mas esta rua já teve seu nome
de Rua Bela Vista, por ser toda ela formada pelos grandes palacetes da época.
As grandes e belas residências, pertencentes aos barões de Alcântara se
concentravam todos ali.
E ainda na Rua da Amargura, os Passos da Paixão, edificados
no final do século XVII, onde eram apresentados as celebrações da Paixão de
Cristo.
A Capela de Nossa Senhora das Mercês foi construída em
memória ao convento da Ordem dos Mercedários, prédio este construído em 1659.
Tem também as ruínas da Igreja de Santa Quitéria que foram
edificadas no século XVIII. Ver tais ruínas também faz com que a imaginação
retorne ao passado tentando voltar àquela época.
E próximo a estas ruínas encontra-se outras, pertencentes à
antiga Fortaleza de São Sebastião, edificada em 1763. Ali os pesados canhões estão
se enterrado na terra, prestes a desaparecerem totalmente.
Alcântara tem a Casa do Divino, com todos os adereços que são
utilizados na Festa do Divino que acontece 40
dias após a Páscoa, e tem a duração de 12 dias. A festa relembra toda a riqueza
e suntuosidade da corte que um dia pertenceu a cidade.
O prédio onde abrigou a Casa de Câmara e Cadeia da época foi construído
em 1791. Hoje é o prédio da prefeitura da cidade.
Tem ainda as ruínas do Sítio de Nazaré, onde antigamente foi
uma fazenda de um dos mais nobres barões da época. Para chegar até elas
passa-se por um caminho coberto pelo mato, e é possível ainda descobrir algumas
frutas da localidade.
E tem ainda muitos outros prédios que retratam a história da
cidade e do povo alcantarense...
Esta é Alcântara! Com seus monumentos recheados de história e
um povo que preserva sua cultura. Não tem como não andar por suas ruas de pedra
e não se encantar com tanta beleza! Desde suas construções ao seu povo de
sorriso no rosto e coração acolhedor.
Este é o Rondon 2012 – Operação Pai Francisco
Ana Paula da Cruz - Turismo
Foto: LariGlass
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