2.2.12

Alcântara - Patrimônio Histórico Nacional


Praça da Matriz
Quem procurar informações de Alcântara as terá como: cidade histórica, Patrimônio Nacional, terra de muitas histórias e muita cultura.
Mas é estando aqui que realmente se percebe Alcântara!
Alcântara tem as ruínas do Palácio do Imperador I e II que foram construídas para hospedar D. Pedro II, visita esta que não aconteceu.
Tem a Igreja Nossa Senhora do Carmo, conhecida como igreja branca, pois era freqüentada apenas pelos brancos.
A Igreja freqüentada pelos negros era a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, construção de 1759, que hoje preserva em seu interior partes originais do altar mor, além das três imagens de São Benedito. Quando ocorre a festa em homenagem ao Santo todo mês de Agosto, a imagem menor sai para visitar as casas da população, a imagem que está vestida com um belíssimo manto é quem participa da procissão. Mas se alguém quiser ir à Igreja para agradecer suas graças ou pedir novas, poderá ir tranquilamente, pois lá está outra imagem para recebê-los e ouvir seus pedidos e agradecimentos.
As ruínas da Igreja de São Matias são monumentais! Olhando o que restou do edifício pode-se voltar no tempo e imaginar como teria sido freqüentá-la.
E bem em frente às ruínas, o pelourinho. Um dos símbolos da escravidão antes da sua abolição, a qual também pode levar a quem o olha a um remoto tempo onde as coisas eram bem diferentes da atualidade.
O Museu Casa Histórica de Alcântara registra alguns costumes e hábitos do século XVIII e início do século XX, e mantém ainda o mobiliário da época. Móveis de madeira de jacarandá e pau Brasil, e louças de porcelana relembram o requinte deste tempo.
E ao lado, o Museu Histórico, prédio construído no início do século XIX também abriga mobiliários da época. Andar por estes prédios é fazer uma viagem no tempo e imaginar em seus interiores os barões e baronesas.
A Rua da Amargura leva este nome, pois segundo a história, dali as mães viam seus filhos partirem em direção a Lisboa para estudarem, e acenando o adeus, lágrimas rolavam em suas faces. Mas esta rua já teve seu nome de Rua Bela Vista, por ser toda ela formada pelos grandes palacetes da época. As grandes e belas residências, pertencentes aos barões de Alcântara se concentravam todos ali.
E ainda na Rua da Amargura, os Passos da Paixão, edificados no final do século XVII, onde eram apresentados as celebrações da Paixão de Cristo.
A Capela de Nossa Senhora das Mercês foi construída em memória ao convento da Ordem dos Mercedários, prédio este construído em 1659.
Tem também as ruínas da Igreja de Santa Quitéria que foram edificadas no século XVIII. Ver tais ruínas também faz com que a imaginação retorne ao passado tentando voltar àquela época.
E próximo a estas ruínas encontra-se outras, pertencentes à antiga Fortaleza de São Sebastião, edificada em 1763. Ali os pesados canhões estão se enterrado na terra, prestes a desaparecerem totalmente.
Alcântara tem a Casa do Divino, com todos os adereços que são utilizados na Festa do Divino que acontece 40 dias após a Páscoa, e tem a duração de 12 dias. A festa relembra toda a riqueza e suntuosidade da corte que um dia pertenceu a cidade.
O prédio onde abrigou a Casa de Câmara e Cadeia da época foi construído em 1791. Hoje é o prédio da prefeitura da cidade.
Tem ainda as ruínas do Sítio de Nazaré, onde antigamente foi uma fazenda de um dos mais nobres barões da época. Para chegar até elas passa-se por um caminho coberto pelo mato, e é possível ainda descobrir algumas frutas da localidade.
E tem ainda muitos outros prédios que retratam a história da cidade e do povo alcantarense...
Esta é Alcântara! Com seus monumentos recheados de história e um povo que preserva sua cultura. Não tem como não andar por suas ruas de pedra e não se encantar com tanta beleza! Desde suas construções ao seu povo de sorriso no rosto e coração acolhedor.
Este é o Rondon 2012 – Operação Pai Francisco

Ana Paula da Cruz - Turismo
Foto: LariGlass

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