28.1.12

O tão citado Heidimar


David, o guia mirim de Alcântara

Alcântara é uma cidade linda, andar por suas ruas nos leva a uma viagem ao túnel do tempo, onde o Brasil era comandado pelos Barões. Caminhando por suas ruas é possível  encontrar traços do período de escravidão que  estão por toda parte da cidade. O que aguça a curiosidade dos alunos que estão participando do Projeto Rondon.
E para saciar essa curiosidade um nome é citado por 99,9% da população alcantarense Seu Heidimar. Logo após o almoço, câmeras na mão saímos ansiosos para saber o que ele tem para nos contar.
Seu Heidimar é o último descendente da família Guimarães, uma das famílias tradicionais da cidade.  Hoje os prédios das residências de sua família foram transformados em Museu Histórico,  A Casa Histórica e o Fórum.
Seu Heidimar, com seus 84 anos de vida é considerado pelos moradores uma enciclopédia ambulante devido a seu conhecimento sobre a cidade e por sua simpatia.
Logo após o almoço, fomos até uma pousada que ele reside, ao chegar a recepcionista nos informou que ele estava dormindo e que costuma levantar próximo as  4 horas da tarde.
Tínhamos 2h de espera, saímos à procura de mais um morador que pudesse nos contar um pouco sobre a histórica e a cultura de Alcântara. Guiados por um guia mirim que nos contava alguma das lendas locais, encontramos  o ex presidente da Câmara jogando dama na calçada, David, um menino que participa da festa do Divino e nos deu uma aula sobre a celebração. 
Como nos disse Claudio Faria, morador da cidade logo que chegamos: “É melhor esquecer o tempo aqui em Alcântara. Aqui não tem tempo”.  Aqui as horas passam de vagar em ritmo desacelerado, bem diferente do que estamos acostumados. Porém passa, e nossas duas horas passaram.  E estava na hora de voltar para pousada e enfim conversar com o seu Heidimar será? Cheio de compromisso ele nos informou que seria um prazer conversar conosco, porém, tinha algumas coisas para fazer, mas que, amanhã estaria a nossa disposição.
Ainda bem que aqui o tempo passa devagar, porque amanhã com toda certeza, teremos muitas histórias para escutar.

Texto: Larissa Glass - Jornalismo
Foto: Raul Gadelha

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