Projeto Rondon, já ouvi muito sobre o projeto, hoje esta oportunidade se realizou. Estou em Laranjal do Jari no sul do Amapá. Dos quase 311.000 km2 de área do município, apenas 19 km2 é urbanizado.
O município me surpreendeu, tem estrutura comercial, é uma cidade razoavelmente grande, porém falta infra-estrutura, o esgoto é a céu aberto, e muito lixo nas ruas. Mesmo assim me surpreendeu pra melhor.
Fora a saudades dos que deixei em Curitiba, estou gostando muita das experiências vividas em Laranjal do Jari. Acreditem aqui é bom demais. Uma retrospectiva, saímos de Curitiba com aproximada mente 6 graus, chegamos em Macapá com aproximadamente 34 graus centígrados. Só isto foi um grande baque.
Estamos instalados na Escola Municipal Wanada Cabête, uma Escola Grande e bem estruturada. Temos ar refrigerado para amenizar o calor, o que nos ajuda a enfrentar este calor quase insuportável.
A convivência esta sendo outra tarefa árdua, pois nosso grupo se constitui de 19 pessoas, cada qual com suas peculiaridades e manias. A tolerância é uma virtude.
Todo dia levantamos as 7:00 horas, banho e café, as 8:30 saímos e vamos para os pontos de reunião, para ministrarmos nossos cursos, cada um em sua área. Voltamos ao meio dia e novamente as 14:30 voltamos para os locais onde serão ministrados novos curso. Esta é a rotina da semana.
Vou relatar o que fizemos no final de semana, sábado de manhã pegamos um barco, e rumamos Rio Jari acima. Duas horas depois estamos na comunidade da Padaria, uma comunidade que sobrevive quase que na totalidade da cata da castanha, ou seja, do extrativismo. Passamos o sábado
fazendo atividades com as crianças da localidade. Carência em vários aspectos, mas ação, e acredito que nós podíamos dar era apenas nossa atenção, e acredito que conseguimos dar um pouco mais de alegria aquelas crianças dali.
O calor é muito forte, estamos numa comunidade no meio da mata, Selva.
Ajudei o Jean juntamente com a tina a preparar as refeições do grupo.
Como tinha levado a barraca as salas de aula se tornaram nossos quartos, eu e o Professor Arare montamos nossas barracas em cima do barco. Imaginem dormir em cima de um barco no Rio Jari em plena selva Amazônica, isto foi uma experiência fenomenal, assustadora mas muito boa.
Amanhecer de domingo dia 17 arrumamos tudo e alçamos ancora rumo a outra comunidade rio acima uns 30 minutos, chamada de Santo Antonio, o qual já foi um entre posto do comércio de castanhas, hoje praticamente conduzida pela Jari Celulose. Comunidade ribeirinha, com suas dificuldades de acesso e infra estrutura, mas
de umas pessoas de coração de ouro. Fomos muito bem recebidos, diga-se de passagem que fomos muito bem recebidos desde a nossa chegada em Laranjal do Jari, povo muito acolhedor.
Na comunidade de Santo Antonio, fizemos atividades com os adultos e crianças, novamente Jean, Tina e Eu, fomos pra cozinha da escola local. Fiquei boquiaberto com o local, o mato cortado cerca de uns 30 metros em volta das casas e logo em seguida um paredão verde de árvores gigantescas, isto foi uma das coisas mais impressionantes que já vi. Na cozinha ganhamos novos adeptos, Patrício, Geórgia e Guilherme, todos ajudando na preparação do almoço e na limpeza. A energia elétrica e a água tratada é bem difícil, pois dependem de geradores movido a diesel
para iluminar e bombear água de poço para a caixa d’água, ou seja, apelamos para aquele rio imenso em nossa frente para pegar água. Depois das atividades proposta o almoço pronto, nos saciamos, descansa os um pouco e novamente embarcamos para nossa última aventura na região, conhecer a cachoeira de Santo Antonio, lindíssima
enorme de extensão, uma maravilha natural em plena selva amazônica. Não tem como descrever tamanha beleza, a emoção de estar aqui é muita, penso em todas as pessoas que amo que gostaria que estivesse agora neste momento comigo. Atracamos o barco e entramos em uma das cachoeiras, uma pequena, a emoção foi muito maior,
eu estou no Rio Jari em plena selva, Selva!
Esta experiência foi muito gratificante, momento de pura descontração. estou conhecendo um pouquinho mais deste enorme Brasil, isto é o que o Projeto Rondon também faz, troca de experiências e conhecimento.
Em outra cachoeira do outro lado do rio estávamos nossos irmãos rondonistas de Chapecó e Rio de Janeiro que estão em uma cidade vizinha chamada Vitória do Jari.
Temos que retornar, já estou com vontade de voltar.
Amapá, Laranjal do Jari, eu quero estar aqui!
Até a próxima aventura dos rondonista Operação Oiapoque. SELVA!
Texto
Marcos Góes
Marcos Góes
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